De repente, vontade de estar junto em casa,
no trabalho,
numa nuvem,
de nada mais fazer sem ter o outro a motivar o feito,
de só ir aonde o outro for, partilhar tudo
(um problema, um cigarro, aquela ilha)
a ver nas mais singelas atitudes
(um sorriso, um aceno, uma surpresa)
um acento que imanta o ser das coisas
e as transfigura a tudo acrescentando
o halo de magia do recíproco num mundo de alegria e descobertas.
É o desejo não só adivinhado
mas satisfeito
já
antes de abrir-se.
Pedro Lyra
sexta-feira, 13 de março de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)



1 comentários:
Luana e Priscila
Rodando hoje pelo Google, encontrei este soneto no seu belo blog.
Quero então dizer-lhes da alegria que vocês me deram - e agradecer.
Porque é raro meninas nessa idade abrirem um livro de poesia - e lerem, e transcreverem.
Isso mostra que vocês têm uma sensibilidade acima da média do nosso tempo.
Mas como chegaram à minha poesia?
Um grande abraço.
Pedro Lyra
Postar um comentário